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Busi­ness Transformation

Man­u­fatu­ra em 2021: A Trans­for­mação é imperativa

April 13, 2021

Authors

Ricar­do Braun

Project Leader

Mau­ro Antonelli

Chief Executive Officer

Por RICARDO BRAUN, PROJECT LEADER 

Em 2021, muitos fab­ri­cantes pri­orizarão a transformação. 

A pan­demia teve um sério impacto neste setor, que por sua vez afe­tou o mun­do de for­ma real; um exem­p­lo notáv­el foi a fal­ta de equipa­men­tos médi­cos e itens essen­ci­ais durante os primeiros meses da pandemia. 

A pro­dução man­u­fa­tureira glob­al caiu 11,2% no segun­do trimestre de 2020 em com­para­ção com o mes­mo trimestre de 2019. A indús­tria man­u­fa­tureira está mostran­do sinais de recu­per­ação este ano, mas espe­cial­is­tas dizem que o mun­do está acor­dan­do para a per­cepção de que exis­tem sérias desvan­ta­gens para depen­der de uma rede glob­al de “cadeias de supri­men­tos com­plexas e pro­dução just-in-time”. 

Empre­sas em todo o mun­do estão adotan­do a trans­for­mação para man­ter seus negó­cios vivos e prepara­dos para o futuro. De acor­do com um relatório recente, 92% delas estão tor­nan­do imper­a­ti­vo mel­ho­rar a “efi­ciên­cia opera­cional”; 67% estão aceleran­do seus inves­ti­men­tos em trans­for­mação dig­i­tal.  

Urgên­cia cres­cente para trans­for­mação  

Não é nen­hu­ma sur­pre­sa que a trans­for­mação dig­i­tal seja um foco impor­tante para a maio­r­ia das empre­sas de man­u­fatu­ra. A dig­i­tal­iza­ção aumen­ta a efi­ciên­cia opera­cional e pro­move um ambi­ente de inovação. 

As seguintes tendên­cias vêm gan­han­do força no setor man­u­fa­tureiro há anos, mas em 2021 elas gan­harão mais atenção: 

1. Práti­cas de fab­ri­cação flexíveis 

Os acon­tec­i­men­tos impre­visíveis e inédi­tos de 2020 forçaram a neces­si­dade de agili­dade nas oper­ações. Esper­amos ver um maior inter­esse em Sis­temas Flexíveis de Fab­ri­cação (FMS). 

Com o FMS, os fab­ri­cantes podem con­fig­u­rar seus sis­temas para pro­duzir facil­mente uma var­iedade de peças e lidar com níveis var­iáveis ​​de pro­dução. Isso per­mite que os fab­ri­cantes se adaptem às mudanças rap­i­da­mente, aumentem a pro­du­tivi­dade e a efi­ciên­cia opera­cional e, por fim, econ­o­mizem tem­po e reduzam custos. 

2. Dig­i­tal twins 

O tra­bal­ho remo­to aumen­tou o inter­esse em ‘Dig­i­tal twins’. Um ‘Dig­i­tal twin’ é uma cópia vir­tu­al de um ati­vo físi­co ou pro­du­to que cole­ta dados em tem­po real que podem ser aces­sa­dos ​​em qual­quer lugar e usa­dos ​​para avaliar e otimizar o desempenho. 

Por exem­p­lo, os fab­ri­cantes podem cri­ar ‘Dig­i­tal twin’ de suas cadeias de supri­men­tos ou proces­sos para mon­i­torar, tes­tar ou melhorá-los de for­ma ráp­i­da e econômica. 

Com o 5G facil­i­tan­do a ‘Inter­net das Coisas’ (IOT), a tec­nolo­gia ‘Dig­i­tal Twin’ está defini­da para ser uma das grandes novi­dades da quar­ta rev­olução industrial. 

3. ‘Big data’ e ‘machine learning’ 

A primeira rev­olução indus­tri­al foi movi­da a vapor, a segun­da foi elétri­ca, a ter­ceira foi por com­puta­dor e robóti­ca e a quar­ta são sis­temas ciberfísicos. 

Com o IOT, todos os ativos podem ser conec­ta­dos em rede e geren­ci­a­dos dig­i­tal­mente. Veícu­los autônomos e ras­trea­men­to de iden­ti­fi­cação por radiofre­quên­cia (RFID) de mer­cado­rias facil­i­tarão cadeias de abastec­i­men­to mais ráp­i­das e eficientes. 

‘Big data’ e ‘machine learn­ing’ irão mel­ho­rar as práti­cas ágeis e os regimes de manutenção pred­i­ti­va. A lista de mudanças é infini­ta, mas é cru­cial não neg­li­gen­ciar o fator humano neste proces­so. Ain­da pre­cisamos da inteligên­cia humana para garan­tir que ess­es sis­temas fun­cionem como dev­e­ri­am.  

4. A força de tra­bal­ho capac­i­ta­da digitalmente 

Na ter­ceira rev­olução indus­tri­al, o cliente era o rei, mas, cada vez mais, as prin­ci­pais orga­ni­za­ções de man­u­fatu­ra estão tratan­do não ape­nas da exper­iên­cia do cliente, mas tam­bém da exper­iên­cia do funcionário. 

Os dias estão con­ta­dos para estru­turas de geren­ci­a­men­to autocráti­cas de cima para baixo. Ter uma força de tra­bal­ho capac­i­ta­da dig­i­tal­mente deve, em teo­ria, levar a decisões mais ráp­i­das e efi­cazes, aumen­tan­do ain­da mais a efi­ciên­cia de cus­tos e a inovação. 

Como as empre­sas vão gan­har essa força de tra­bal­ho capac­i­ta­da dig­i­tal­mente? Para alguns, isso envolverá o inves­ti­men­to em novos tal­en­tos. Para out­ros, eles terão que apri­morar sua força de tra­bal­ho. Para muitos, isso envolverá ambos. 

A imple­men­tação cor­re­ta é crucial 

O próx­i­mo ano será de tran­sição, com obje­tivos difer­entes em difer­entes empre­sas de man­u­fatu­ra. Para enfrentar essa tem­pes­tade de desafios, todos devem se con­cen­trar no aumen­to da agili­dade nas oper­ações e no inves­ti­men­to em ini­cia­ti­vas digitais. 

No entan­to, emb­o­ra as tendên­cias desta­cadas aci­ma sejam impor­tantes, é cru­cial lem­brar que elas são ape­nas metade da história. A out­ra metade é desen­volver a capaci­dade de mudança em sua orga­ni­za­ção para imple­men­tar a trans­for­mação de maneira efi­caz e sustentável. 

Em nos­sos anos de exper­iên­cia na exe­cução de man­u­fatu­ra ágil e trans­for­mação dig­i­tal, um dos prob­le­mas comuns que temos vis­to são as ini­cia­ti­vas que não aten­dem às neces­si­dades reais do negó­cio, neg­li­gen­cian­do tam­bém o fator humano na imple­men­tação. O que os exec­u­tivos podem faz­er para mit­i­gar isso? 

1. Faça o tra­bal­ho de base. 

Para garan­tir que a trans­for­mação aten­da às neces­si­dades de negó­cios, os fab­ri­cantes devem tra­bal­har para: 

  • Difer­en­ciar neces­si­dades perce­bidas de neces­si­dades reais de negócios; 
  • Ava­lie a visão atu­al da empre­sa e se ela pre­cisa ser retrabalhada; 
  • Iden­ti­ficar inefi­ciên­cias em todos os níveis da empresa; 
  • Sai­ba quais bene­fí­cios eles gostari­am de obter com a transformação; 

2. Uti­lizar as mel­hores práti­cas de gestão da mudança 

Isso sig­nifi­ca ter uma estraté­gia sól­i­da para comu­nicar as mudança aos fun­cionários e envolvê-los com a trans­for­mação des­de o início. 

3. Incor­pore uma cul­tura de mudança contínua 

Uma cul­tura de mudança con­tínua per­mite que as empre­sas girem como uma máquina bem lubri­fi­ca­da quan­do necessário. Essa capaci­dade aju­dará as empre­sas a pros­per­ar e a se preparar para o futuro. 

Para saber mais sobre como imple­men­tar a trans­for­mação com suces­so, baixe nos­sos white papersPow­er­ing Suc­cess­ful Dig­i­tal Trans­for­ma­tion e Future-ReadyAgile Organ­i­sa­tions: The Win­ning Blue­print for Change.) 

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